quinta-feira, 7 de junho de 2012

Botequim 208, 208 sul, Brasília/DF

Pessoas,

de boteco todo mundo gosta: é quase sinônimo de bom bate-papo, reunião de amigos, distração, divertimento.  Daí, o Botequim 208, aberto há 1 mês, resolveu incrementar as qualidades do boteco e juntou uma boa e variada cozinha, contemplando regionalidades do país todo, pra ninguém mais ter desculpa par recusar um convite amigo. Ah, e, nas paredes, painéis lindos homenageando nossa Brasília, pois nesse país lugar melhor não há :-)


À convite da casa, fomos provar alguns petiscos, observar a decoração luminotécnica criativa (feitas com garrafas com lâmpadas dentro) e ouvir um pouco sobre a proposta da casa. Além de servir boa comida, com ingredientes selecionados e de qualidade, como já dito, o Botequim 208 não tem televisão (\o/) e a música, brasileira, claro, é de altura controlada para não incomodar nem vizinhos nem os próprios clientes. Ainda no quesito música, embaixo de todas as mesas tem um estofado casca de ovo grudado, para melhorar a acústica e evitar excesso de ruídos. Adorei!

A qualidade no atendimento é outra preocupação da casa. Maciel e Lula, sócios-proprietários do Botequim 208, ressaltaram como Brasília é carente em bom atendimento e garantiram estarem preparados para atender bem a clientela brasiliense. Gostei muito que focaram em um dos problemas mais recorrentes dos estabelecimentos da cidade. 

O cardápio da casa (que você ver aqui) é variado e é bom ir para lá tendo noção do quer comer e beber, senão ficará horas perdido. 

Para beber, há cervejas long neck por volta de R$ 6,00, um leque imenso de destilados, drinks, refrigerantes. Das bebidas, destaco três coisas. 

Primeiro, o chopp Brahma (R$ 5,60 200ml), que passa por rigoroso processo de refrigeração e é servido com ou sem colarinho, a pedido do cliente (repito porque amei a postura da casa: pode vir sem colarinho também, porque cada um é que sabe da sua vida e o bar não tem que se meter nisso, né?). O Vinicius atestou que estava muito bom. 

Segundo, os sucos, pois ao perguntar quais eram naturais, o garçom disse tantas opções (uva, morango, kiwi, abacaxi, mexerica, laranja, etc) que fiquei com a impressão de que não trabalham com polpas. Provei o de kiwi e o de mexerica: naturalíssimos e deliciosos. Custam R$ 4,20 cada. 

Terceiro, a Caipiroska Nevada, por R$ 8,90: um mix de frozen e caipiroska perigosíssimo de tão gostoso e docinho que a meninas vão tudo bebendo como se não houvesse amanhã. Amei o de limão, mas a de maracujá também foi muito elogiada. A de morango não provei.



Para comer, senta que lá vem história. O forte da casa são os petiscos e a cozinha da casa conta com 4 "áreas": churrasqueira, pastelaria, bar e cozinha de petiscos. São mais de 50 opções de petiscos, dentre coxinhas de frango, camarão, caranguejo e bacalhau, pastéis e empadas,  acochadinho de charque, escondidinho de carne de sol, casquinha de caranguejo, linguiças (vindas de Formigas/MG), caldos, espetos, etc. Olhem que pousou pra gente.

Patela de caranguejo a milanesa: para tudo! Isso sim é jeito decente de comer caranguejo, e não aquela coisa desumana de ficar meia hora tentando quebrando sem esmagar para comer um filete de carne. Deliciosa, bem temperadinha, de comer até o fim. Custa R$ 31,20. Curiosidade: essas patelas vêm do Pará e elas são tiradas do caranguejo sem matá-lo e depois ela nasce de novo. Morreria sem sabe disso.



Espetinho de queijo coalho com camarão (R$ ?) e camarão rosa (R$ 14,20): 


Casquinha de caranguejo, por R$ 5,20:


Bolinho de  caranguejo, R$ 36,20 com 8 unidades: vale muito, é mesmo uma gostosura e essa farofinha e o vinagrete idem!


Filet Mignon com queijo: tudo de muito bom.


Espetinho de picanha (R$ 9,60) e de frango com bacon (R$ 6,20):


Coxinha de camarão, que vale por uma refeição de tão grande! Por R$ 8,60. 


Caldeirada de frutos do mar: praticamente um caldo delicioso com mix de frutos do mar.  



De pratos principais, steak poivre vert, picanha na chapa, camarão à parmegiana, robalo ao molho de camarão com opções de porções para 2 pessoas ou individuais. Ah, e pretendem ter pratos temporários de culturas regionais, como cozidão, caruru, feijoada.

Para sobremesa, cartola (provei um teco e achei excelente, especialmente para quem não é fã de sobremesas muito doces), bolo de rolo com sorvete, picolé Diletto e petit gateu. 

A semelhança com o Boteco é gritante, né? Realmente. Um dos donos e vários garçons vieram de lá mesmo, o que eu considero uma boa referência para a casa. E disseram os valores são um pouco menores. 

O Botequim 208 só abre no almoço aos sábados, feriados (12h às 2) e domingos (das 12hs à meia noite). No dias úteis, segunda a quinta, das 17hs à 01h, sexta das 16hs às 2hs. 

Tem também happy hour de segunda a sexta com chopp Brahma duplo. Não anotei o horário :(

Gostamos bastante e a comida estava realmente muito boa, conforme a proposta da casa. Quero muito voltar, a paisana (hehehehe), pra gente ver se a casa tá mantendo tudo em cima!

Botequim 208
Endereço: CLS 208, Bloco C, loja2
Telefone: (61) 3244-2799

Beijocas. Vanessa.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Téte à Téte, Casa Park, Brasília/DF

Pessoas,

finalmente conhecemos o Téte à Téte. Minha irmã ama e vai muito. Vou ao Casa Park sempre para resolver algo pontual, e nessas nunca casou de ir na hora da janta ou almoço. E também acho que a muito discreta fachado do Téte à Téte sempre me deixou a impressão de que todas as mesas por aquela região eram do Carpe Diem, uma casa que não me atrai: acho cara demais para o que oferece. 

O caso é que dia desses deu certo e caimos lá eu, Déia e Vinicius.

De cara, bateu aquela preguiça básica com o cardápio longo demais. Só de principais, mais de 30! Depois, fiquei chocada com o preço de algumas coisas, como as quiches por volta de R$ 27,00. Perguntei o tamanho: como uma fatia de pizza. Céus!

O local não é barato, a maioria dos principais fica na faixa de 50 a 60 realidades. A vantagem é que servem meia porção por 70% do valor do prato cheio.

Pulamos o couvert por vontade de não comer muito mesmo. Mas, o vi passando e era lindo. Quero voltar para provar.

De bebidas, eu fui de Backer Pale Ale, por R$ 10,50, o Vinicius de suco de morango com graviola e a Déia de suco de tangerina, R$ 6,50 casa suco.

O suco do Vinicius não tava bom não. De tão gelado, não tinha gosto algum. Já o suco de tangerina estava fenomenal. Tão tão maravilhoso que me arrependi de ter pedido a cerveja e não um dele. Vejam só.


De principais, eu fui com a primeira opção: filet ao molho de vinho tinto com risoto de roquefort e pistache, por R$ 34,30 a porção reduzida (inteira custa R$ 49,00). Risoto com filet é coisa mais batida do mundo, eu sei, mas esse roquefort com pistache me comprou. 


Não era bem o que eu esperava. Imaginei o pistache misturado com o risoto, e não separadinho como veio. O risoto estava muito muito bom, assim como a carne, que chegou no ponto certo: mal passada. Porém, achei o molho de doce demais: se por um lado fazia uma graça com o gosto forte do risoto, por outro matava o sabor da carne em si. Acabou ficando um pouco enjoativo.

O Vinicius foi de PF Téte à Téte, filet grelhado com cebola, arroz branco, tomate picado, feijão tropeiro, banana e ovo frito, por R$ 50,00. 


Não provei, mas pelo forma como o Vinicius conduzia a comelança devia estar bem bom. E a cara era ótima mesmo.

A Déia foi de robalo grelhado com camarões e shimeji no saquê, arroz branco e vinagrete de mel, shoyo e gengibre, por 36,40 a porção reduzida (inteira por R$ 52,00).


Esse prato acho que vale o preço: diferente e com combinações exóticas. Provei o vinagrete de mel, shoyo e gengibre e estava mesmo muito gostoso, com sabor de novidade, sabe? Peço esse quando voltar lá.

Para finalizar, café expresso. Antes, eu pedia o café sem preguntar marca e preço. Já tinha me conformado com os R$ 5,00 do Nespresso por aí e acreditava que estávamos no topo do custo do café numa refeição em local fino. Se fosse mais barato, ótimo. Se fosse R$ 5,00, é a vida e já me rendi. 


Porém, quando a conta chegou e vi que o Nespresso aqui custa R$ 6,00, mudei minha conduta. Sempre perguntarei o preço antes e decidi que NÃO pago mais que R$ 5,00 pelo café, seja ele qual for. Tudo tem que ter um limite. E por 1 real aqui, outro acolá, que Brasília atingiu esses preços surreais de comida, cerveja, diversão e arte.

Beijocas. Vanessa.

domingo, 3 de junho de 2012

Potiguar Caldos, CLSW 504, Sudoeste - Brasilia/DF.

Pessoas,

o Potiguar Caldos sempre chamou minha atenção. Localizado num local onde passo sempre, tem uma placa grande e bonita, o local é amplo dando a sensação de que jamais chegaria e não teria onde sentar e, ainda, a idéia de tomar um caldo na janta, antes de voltar para casa depois do trabalho, me agrada.

Ainda assim demoramos muito para conhecer a casa e acabamos pousando por lá num sábado a noite, depois de uma corrida de rua (projeto carolina dieckmann, já falei dele aqui, né?), com meus pais (no restaurante, não na corrida :)).

O restaurante do Sudoeste é uma filial. Creio que a matriz seja em Taguatinga (e não Tabatinga) e há unidades também na Ceilândia. No Sudoeste, o espaço é imenso, com cadeiras e mesas de madeira, televisões nas paredes e decoração legal, de bar arrumadinho. Fica bem na esquina da quadra, então dá aquela sensação de vista livre e é adequado para fumantes (que educadamente se concentram nas mesas bem perto da pista). 

De comida e bebida, dispõem de um mundo de opções: além de várias opções de caldos (200ml por 5,90; 400 ml por 7,90), tem espetinhos com farofa e vinagrete (entre 5,90 e 10,90, o de camarão), saladas, açaí na tigela (Karla!!!!), feijoada nos sábados (69,90 para 4 pessoas; 49,90 para 2)), galinha caipira, picanha, carne de sol e tucunaré aos domingos (entre 52,90 e 84,90, dependendo do tamanho das porções), carne da chapa e outros petiscos, como tábua de frios, codorna, bolinho de bacalhau. Ou seja, grupos heterogêneos comensalmente são bem vindos na casa. Aliás, acabo de encontrar um local onde poderíamos ter nos reunido antes do show do Titãs, né, pessoas roqueiras "tamo junto" esperando o atraso de duas horas para o magnífico show começar?

Bebidas é outro mundo a parte. Tem um garçom simpático passando e oferecendo caipifrutas, para serem feitas na mesa. Além disso, a casa tem carta de vinhos, vinhos em taça (9,90), refris, sucos até de tamarindo, whisky, cervejas, chopp, licores, doses, etc.

Inicialmente, pedimos 2 Bohemia Confraria, por R$ 7,90. Uma estava congelada e dividimos a outra, pensado em talvez pedir mais depois. Não deu porque quando nossos copos esvaziaram, o garçom informou que não havia mais daquelas geladas. Tudo bem porque a gente não queria mesmo, mas acho bizarro isso de ter a bebida quente (!). Eu parti para a taça de vinho, e o Vinicius para o chopp (R$ 5,99). A taça de vinho, que tinha nome, mas não lembro, era bem servida. O vinho era bem meia boca, mas, pelo menos, estava fresco. Meu terror do vinho em taça é vinho velho aberto há 2 dias e servido com gosto de vinagre. Não foi o caso de lá. Já o chopp, Brahma, o Vinicius achou bem ruim e inclusive ressaltou como é comum ter locais com o chopp gostoso (como o Empório Santo Antônio e o Boteco) e outros com uma amostra absolutamente diferente e ruim.

Para abrir os trabalhos, foram pedidos 2 caldos: um Frango com Milho (mandioca amarela, peito de frango e milho) e outro Potiguar (mandioca amarela e frutos do mar). Vieram com torradas (como vocês podem ver na segunda foto, na qual o flash foi bastante mal posicionado), quentinhos e estavam bem gostosos. Agradaram a todos da mesa.



Depois, pedimos uma Carne de Sol, com mandioca e queijo, por R$ 44,90, e também um espetinho de queijo coalho, por R$ 5,90, porque queijo coalho está dentre as coisas que não procuro resistir nessa vida (uma outra é pipoca). O queijo coalho estava bom, e só. Não era aquele queijo coalho que nos faz querer pedir mais uns 3. 


A carne de sol estava bem legal: carne decente, macia, com pedaços comíveis (pq acontece de vir um monte de carne com gordura e remendos que deus nos livre), mandioca deliciosa e ainda uma manteiga das boas para coroar a comilança. A quantidade foi suficiente para nós 4 que já havíamos petiscado antes. Ninguém saiu rolando, mas também não saímos com fome. Se for para comer como janta, serve bem duas pessoas. A bandeja de metal abaixo da chapa era para proteger do fogo que a mantinha aquecida. Ficou feio, mas bem funcional. Nada de respingos, cheios, perigos ou afins.


O atendimento foi bem bacana: garçons prestativos, bem humorados. Gostei. As demais instalações, como o banheiro, são bem legais também, bonitinho, limpinho. Me pareceu que a clientela era formada por gente ali da vizinhança mesmo, grupinhos de amigos batendo papo, casais, todos educados e nada de algazarra. Não tinha o clima "baladinha", mas pode acontecer, entende?

Minha única ressalva é com a música. Apesar de ela não estar incomodando (não mesmo, o volume era baixo e era bem música de fundo mesmo), era pagode. E pagode ninguém merece! Me dava aflição olhar para a televisão e avistar aquele grupo de pagode. Isso é uma ressalva minha e da minha mãe (que preferiria música alguma, aliás), porque meu pai e o Vinicius não viram isso como defeito. E olha que eles são músicos (meu pai aposentado e agora só toca em festas de família - tenho vídeos incríveis!) e com ouvidos apurados. 

Eu sei que muitos de vocês acham que eu sou a pessoas mais legal do mundo, e realmente sou bastante :) Mas, tenho chatices, e essa é uma delas. Eu sou muito influenciável com música, muda meu humor, meu ritmo na corrida, minha responsabilidade no trânsito. Para mim, é quase uma droga! Daí, num local variado e expansivo como o Portiguar, a música deveria ser mais universal. 

No Foursquare, há relatos bem negativos da casa, a maioria do ano passado. Porém, nada de lá se assemelha a minha experiência.

É isso. Gostei e recomendo. Será mais uma das boas opções perto de casa para comer feliz sem gastar muito, e também como comida do dia a dia (caldos - o frio deveria estar aí!, espetinhos e executivos).

Não sei o horário de funcionamento :-(

Beijocas. Vanessa.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Taypá, QI 17, Lago Sul, Brasília/DF.

Pessoas,

já fomos 4 vezes ao Taypá (post aqui). A 1ª visita foi fantástica e saimos de lá achando aquele o melhor restaurante do mundo. A 2ª e a 3ª não foram muito empolgantes. A 3ª nem registrei, apesar de ter sido um encontro queridíssimo com a Aline, Eric e Mônica. 

Bateu vontade de voltar ao Taypá e, com o empurrãozinho amigo do SaveSpot (chance de 30% de desconto às  segundas, terças e quartas no almoço para as reservas feitas pelo site, e de graça), fomos lá hoje para um almoço lindo de morrer. Saimos de lá pensando: esse é o melhor restaurante do mundo! Muitas combinações diferentes de ingredientes e sabores em pratos com apresentação moderna. Inovador!

Fiz a reserva na semana passada, lá pela quarta ou quinta feira. Pois hoje cheguei lá, um semana depois, sem confirmar antes de ir, e minha reserva estava lá, bonita e bem posta para duas pessoas. 

Recusamos bebidas alcoólicas por conta de uns exames laboratoriais que exigem 3 dias sem beber (não sei porque não me mandam ficar 3 dias sem fazer esforço físico ou trabalhar para fazer exame). Pedimos uma H2O, que nos acompanhou todo o almoço.

Logo nos serviram uns pãezinhos fenomenais, com uma manteiga de ervas divina! Além de belos. Deus sabe o que aconteceu com a foto dessa parte do almoço, então eu furtei a foto do post da Anna Claudia, aqui. Os pães foram servidos num baldinho de metal, quentinhos, bem macios. A manteiga veio embalada em papel personalizado do restaurante. O sabor ficava não apenas por conta das ervas, mas também de notas de alho e pesto. Sim, pesto. 


Pedimos uma entrada chamada Con La Mano, por R$ 44, 60: carne de cordeiro crocante recheada com queijo e hortelã, com molho agridoce de tomate e molho de soja. Pensamos em algo tipo croquete. Mas, olha a surpresa:


Quatro "coxinhas de cordeiro" com queijo e hortelã entremeados na carne, tudo envolto por crosta. Estava muito gostoso, além de super original. Os tomatinhos e molho agridoce casavam bem com o sabor forte e textura gordurosa da carne, e ainda tinha uma pastinha de alho (essa coisinha branca ao redor dos tomates) que não sei com o que devia combinar, mas estava muito gostosa.

Na hora de escolher o principal, lembrei de um defeito na casa: cardápio extenso! Que preguiça. Mas, hoje, eu joguei o trabalho pra eles. Já explico.

O Vinicius logo escolheu o Risoto Taypá por R$ 62,90: arroz arbóreo com tinta de lula, vegetais e lula recheada com camarão e calabresa com tomate cereja. 


Deveria estar estudando ter tirado a foto mais de longe para vocês verem melhor o tamanho do prato. Era praticamente uma vasilha larga e funda. Adorei a apresentação. O risoto estava nada estruturado, bem cremoso, deslizando no imenso prato. As lulas recheadas com camarão e calabresa arrasaram: o sabor marcante da calabresa amaciado pela suavidade dos frutos do mar deu um super efeito! Todos amaram!

Depois de ler e reler o cardápio 23 vezes, e ainda parando para comer o pão e a manteiga, consegui fechar em dois. Daí, me recusei a me torturar mais alguns minutos para finalmente escolher (além de que, o pão esfriava) e disse ao garçom: "quero esse ou esse. Traga o que você escolher, ou peça para o chef decidir. Apenas traga um dos dois." Ele saiu rindo e voltou com o Atun Nikkey, por R$ 64,30: atum grelhado em crosta de gergelim servido com purê de gengibre, tempura de legumes ao molho de ostras com rapadura.


A foto saiu com o mesmo problema: tá perto demais. O prato era quase uma saladeira de vidro, com bordas altas. Dentro, 4 bons pedaços grossos e úmidos de atum que nem sei. A crosta de gergelim estava perfeitamente aderida à carne. Parecia até uma obra de arte. Junto a isso, o purê de gengibre era algo fantástico e no ponto certo, não muito forte, mas tava lá, bem perceptível. O molho de ostra com rapadura também uma delícia, doce nada enjoativo, e casava muito bem com o peixe ou com o purê. E a fritura do tempura perfeita e sequinha. Coisa linda de deus!

Não tivemos sobremesa. Não havia a menor possibilidade física. Eu estava explodindo de tão cheia. Aliás, os principais só não sobraram muito porque os ingredientes era nobres. Do meu, restaram apenas alguns tempuras poque um dos pedaços de atum foi passado para o Vinicius. Do Vinicius, nadica de  nada.

Só não resistimos ao Nespresso por R$ 5,00 poque a gente precisava voltar para o trabalho. E também pedi uma manteiga para levar para casa porque, pessoas, que manteiga boa. Acabei deixando no trabalho e agora sou a mais querida por lá :-)

Os preços indicados aqui são os do cardápio, e nossa conta veio com o devido desconto de 30%. Outra coisa linda de deus! O restaurante está bem carinho, mas na minha opinião vale a pena porque tem muitos pratos com propostas inovadoras e diferenciadas. Ah, e o atendimento foi impecável. Recomendo muito!

Aproveitem a promoção do SaveSpot! Além disso, nos almoços de segunda a sexta a casa também oferece o Menu Degustação por R$ 55,00, com entrada, almoço e sobremesa. E melhor: com opções do cardápio, das quais poucas não participam do menu. Os ceviches, por exemplo, podem ser opção de entrada, e até esse Atun Nikkey, que eu comi e um dos mais caros do cardápio, também estão incluídos. Eu não certeza, mas eu acho que o garçom comentou que as porções são um pouco menores. Se for mesmo, tudo bem, porque as porções originais são muito bem servidas. Ah, o desconto do SaveSpot não vale para o Menu Degustação nem para o Festival Sabor Brasil.

Nas bebidas, a casa é famosa pelos drinks, especialmente peruanos, mas também conta com uma boa carta de cervejas. Já tinha a Colocado Cauim, Estrela Damm Daura (sem glúten), entre outras, e agora tem também a Duvel, por uns R$ 28,00, Pilsen Urkel e até a DeuS, por algo em torno de R$ 230,00.

Não sei se vocês estão percebendo, mas eu ando cheia de influências de estilo e vocabulário aos fazer os posts por causa das minhas amigas blogueiras :-) Um beijo pra elas!

Por fim, o "Deveria estar estudando" ali de cima foi uma singela homenagem à blogueira Mel, que essa semana despediu-se da esfera virtual e fechou as portas do Deveria Estar Estudando. Fiquei um pouco órfã quando vi o post de adeus porque acompanhava todos os dias as coisas lindas que ela colocava por lá e, achando tantas afinidades, acabei ficando muito fã do blog e dela também. Tão fã que um dia a vi no Pier 21 e não tive o menor receio de cutucar e dizer o quanto gostava do blog e dos looks dela :-) Mel, um grande abraço e sucesso! Morrerei de saudades. 

Beijocas. Vanessa.

domingo, 27 de maio de 2012

American Prime, Shopping Quê, Águas Claras

Pessoas,

desde que soube que abriu uma nova steakhouse em Águas Claras, chamada American Prime, fiquei com vontade de ir e torcendo para que fosse legal. Minhas últimas idas ao RoadHouse e Capital foram bem pouco empolgantes. Serviço fraco, comida também, e preços que não valem a pena.

No almoço de domingo, convoquei a família, anotei o endereço e fui. Só anotei o endereço mesmo, tô craque em Águas Claras, minha gente!

Fiquei surpresa ao perceber que o American Prime, que na verdade é uma rede de franquias e abrirá filiais em Brasília e em outros lugares do país, está bem onde era a Capital. E minha irmã disse que a Capital do Sudoeste e Pier fechou. Se são os mesmos donos, não sei. Mas, já adianto, tudo continua igual.

A decoração da casa é como toda steakhouse que se preze: tudo de madeira envernizada, levemente escura, mesas quadradas e redondas, televisão na parede e etc. Tenho certeza que era o mesmo mobiliário da Capital. 

O cardápio também é muito parecido com a das demais casas: entradas americanas, pãozinho delicioso e fresco, saladas calóricas, massas, hamburguer, carnes, sobremesa. Até a descrição dos pratos é a igual. De diferente mesmo, só percebi o feijão com bacon como um dos acompanhamentos dos pratos principais.

Quanto às bebidas, a casa não trabalha com Coca-Cola e para refrigerantes e chás só tem a opção de refil, que custa R$ 6,50. Tem também chopp Brahma por uns R$ 8,00, drinks por volta de R$ 18,00. De cervejas, a Budweiser, Stella e, no cardápio, Bohemia, que a garçonete disse que era a Weiss, mas estava em falta. Acreditam que não anotei o preço das cervejas?

O atendimento foi gentil, apesar de ter passado pelo constrangimento de perceber um garçom fingindo que não viu meu chamado porque a mesa que eu ocupara não era a área dele. 

Para comer, pedimos 3 pratos para 4 pessoas. Todos vêm acompanhado de pãozinho, salada césar e um acompanhamento. O pão e a salada foram servidos antes.

O pão é bem gostoso, igualzinho ao do RoadHouse ou da Capital. Igualzinho. A manteiga também.

Achei a salada meia boca: croutons bem murchos e o molho muito "maionese". Mas, minha mãe adorou e comeu uma delas toda.



O restante do pedido foi 300 gramas de picanha argentina com fritas, por R$ 49,50, salmão grelhados com legumes no vapor, por R$ 43,50, e costela de cordeiro com geléia de hortelã e arroz com brócolis, por R$ 53,50. 

A picana veio no ponto certo, mal passada, mas não empolgou. Não tinha nada de especial, o tempero não era marcante. Devia ter pedido o filet mignon que pelo menos era mais barato. As batatas fritas estavam ruins, sem graça, fritadas há um tempinho, porque tinha até palito frio. Eram secas, o sal escorregava por elas. Uma decepção. 


A costela de cordeiro estava mais bonita que gostosa. Faltou tempero. Provei com e sem molho e sem molho era sem sabor algum. Cordeiro, vê se pode! A geléia de hortelã certamente era Quensberry. O arroz com brócolis eu não provei. Pela cara dele fiquei sem vontade. 


O salmão e os vegetais ao vapor eu não provei, mas o peixe me pareceu gostoso porque estava suculento. E minha irmã aprovou. E sobrou metade, cujo pedaço ela pediu para embalar e garantiu o almoço do dia seguinte.


Para finalizar, Nespresso por R$ 4,00.

Pois é, não empolguei com a casa. Mudaram a fachada e o nome, mas tudo continua igual: comida mediana e preços desproporcionais à qualidade. 

Fu embora com a clara conclusão de que a American Prime é só mais uma steakhouse sem nenhum diferencial e com preços que não valem a pena. Fiquei lendo todas as matérias que saíram sobre a casa, e foram várias, antes de fazer esse post e vou dizer: devem estar falando de outro lugar. 

No Dona Lenha (vou muito à unidade do Terraço Shopping e já fui feliz na unidade da Asa Sul e Gilberto Salomão. Já ouvi reclamações da unidade do Shopping Quê) já comi infinitas vezes carnes (vermelhas, que é  o que sempre peço) muito melhores e mais baratas (pratos executivos - carne + 2 acompanhamentos -  por uns R$ 35,00). Sem falar nas casas que servem carnes de "alto padrão", como Bsb Grill, El Negro, Pobre Juan, e Corrientes 348. São mais caras, é verdade, mas a qualidade da carne é indiscutível. 

Não devo voltar, especialmente porque tem um Dona Lenha bem na frente. Apesar de ter ouvido críticas de amigo próximo sobre aquela unidade especificamente, apostaria as minhas fichas lá. Ou, no Armazém do Ferreira, Trattoria Peluso...

Uma vantagem do American Prime: tem wi-fi para os clientes.

American Prime - Shopping Quê, Avenida das Castanheiras 5, Rua 36, Lt. 5, Águas Claras. 
Telefone: (61) 3042-0888. Diariamente, das 12h à 0h.


Beijocas. Vanessa.