terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Maragogi e Olinda - Novembro de 2020

Lia, demos uma fugidinha pra Maragogi e Olinda!

O plano foi ficar uma semaninha na beira de praia azul, curtindo a quarentena olhando a natureza e finalizamos em Olinda porque nossos voos eram por Recife, então achamos por bem estar pertinho do aero nos últimos dias. A decisão foi muita acertada! Depois de 4 dias incríveis de praia, piscina, sol e muita canseira, com a vovó Nice, tia Deia e Malina, passamos os dois últimos dias num hotel maravilhoso, numa cidade histórica linda e comemos muito bem!

Como tínhamos planos de ir até a Praia de Carneiros ou fazer um ou outro deslocamento, preferimos alugar carro. A única que tinha opção de carro grande e com as duas cadeirinhas para crianças foi a Locar Brasil em Recife. A Localiza só deixava eu reservar uma cadeirinha de criança e eu não consegui falar na loja pra tirar a dúvida se poderia alugar outra. A experiência com a reserva do carro foi terrível. O carro era uma Spin muito mal conservada, um dos bancos não rebatia, a cadeirinha de criança ofertada era inacreditavelmente velha e mal cuidada. O local para retirada e entrega do carro é muito desconfortável e o transfer até o local da retirada dos carros é altamente amador, não tem carro caracterizado e não sai do mesmo local das outras locadoras. Pior, e não é mais barata que as outras locadoras. Um horror! Não recomendo mesmo! Além disso, o transfer do hotel para o aero de Maceió, por onde voltaram a vovó, tia Déia e Malina, foi R$ 250 para as 3, ou seja, achei um preço bem razoável, porque não é pertinho.

Em Maragogi, ficamos no Grand Oca, escolhido: 1) por causa da localização - praia perfeita, entre as praias de Peroba e Ponta de Mangue; 2) all inclusive, porque com criança e poucos dias, o plano era ter tudo à mão.

O resort é bem legal, com jardins e piscinas bacanas, cervejas Ambev em lata com boas opções (Skol Puro Malte, Brahma Duplo Malte), vinho branco gostosinho pra beber no calor, saladas de frutas e de folhas com frango e atum servidos a tarde, além de petiscos na beira da piscina. A comida nos restaurantes não foge do padrão comida de resort, com bastante variedade, mas poderia ter mais qualidade. As sobremesas eram muito ruins, não valem nenhuma caloria. Ah, só o sorvete era bom! O serviço dos bares e restaurantes é, em regra, muito bom, com funcionários atenciosos, mas apresenta inconsistências. Alguns dias a tarde foram serviços algodão doce e pipoca perto do parquinho.

O paisagismo é lindo, as áreas externas são bem limpas e cuidadas. Tem uma piscina grande para bebês (Malina engatinhava nela!) e uma outra também para crianças maiores, que você cansou de se esbaldar! Aliás, um dos nossos "problemas" na viagem foi essa piscina, porque como ela era bem na saída da nossa acomodação, a gente quase não conseguia arrancar você para a praia, você empacava na piscina e adeus mar azul de Maragogi.











Fomos contemplados com um upgrade pra bangalô, que é maiorzinho e mais charmoso que o apartamento, mas senti falta de um local para estender roupa molhada. No apartamento que a vovó, a tia Déia e a Malina ficaram tinha uma varandinha massa, com vista pros jardins, ótima pra deixar roupa molhada. Achei mais vantagem. A desvantagem é que os apartamentos ficam mais pertos da área de show e a noite é uma barulheira dos infernos! Sim, tem show todas as noites, mas não vimos nenhum porque a canseira do dia te fazia dormir cedo e muito!
 
Quanto às acomodações, elas merecem mais atenção. O piso do banheiro era muito escorregadio e não tinha tapete antiderrapante no resort. Também não tinham penico ou redutor de vaso sanitário, precisamos ir na cidade comprar. O ar condicionado do nosso quarto era barulhento, velho. O registro do chuveiro do banheiro vivia caindo, e é pesado, por pouco não caia nos nossos pés. Ia machucar!  E ainda tinha uma goteira debaixo da pia do banheiro. Então, a parte externa do resort tá toda linda, mas as acomodações precisam de reparos.

Um ponto que não gostei de jeito nenhum foi que a porta do quarto destrancava super fácil, você logo descobriu como! Aí o jeito era colocar uma mesa com malas impedindo o acesso à porta de noite, se não mamãe não dormiria em paz.

De forma geral, fiquei com a nítida impressão de que o hotel está implementando melhorias, reformando piscinas, e preocupados com a opinião dos hóspedes. Por duas vezes passou um funcionário do SAC do hotel perguntando sobre a nossa estadia, pedindo sugestões de melhoria, anotando críticas.  Reclamei um dia sobre uma sujeira na piscina das crianças maiores e limparam quase que imediatamente.

Pagamos R$ 3.863,16 por 4 diárias (R$ 967,04 por dia com tudo incluído para dois adultos e uma criança) e, no fim das contas, achei que valeu a pena porque foi bom pras crianças, amamos a praia e resort com serviço impecável custa um rim, né? O custo benefício é bom, sim, especialmente para aquele ponto da praia, onde ou você tem pousadas mais simples, pouca estrutura, só com café da manhã, ou casas para alugar, ou pousadas bem caras (e chiques...alô Anttunina, ainda tô sonhando em passar uns dias aí!).

Falando em praia, só tenho a dizer que é linda demais. Ótima para crianças e adultos que curtem água calma, clara e quentinha. Sim, é quentinha. E azul! Mar azul e quando a maré baixa a coisa fica espetacular. Acabamos não fazendo o famoso passeio das piscinas naturais porque o horário da maré baixa, que é quando o passeio é realizado, estava bem ruim, com saídas às 05h. Mas nem por isso deixamos de ver os peixinhos, porque um dia apareceram peixes bem perto da orla da praia, na maré cheia, e em outro, numa caminhada mar adentro até os recifes, papai e vovó deram de cara com os famosos peixinhos amarelo listrados de Maragogi. Nós não vimos porque você cansou daquele mar azul encantador, começou a dar trabalho, a não querer ficar mais ali e mamãe voltou com você pro hotel, pra bendita piscina com escorregador. Já me arrependi de ter voltado, devia ter te levado no colo esperneando, porque você ia a.mar ver os peixes listrados a.mar.elos.












Então, para os leitores desse blog, se é que ainda tem alguém que lê blog nessa vida além da mamãe, a dica importante da região é saber como anda a tábua da maré, porque a praia tipo Caribe, tipo Maldivas que a gente vê nas fotos é quando a maré está baixa.

A cor da água daquela praia é inacreditável. A gente não se cansa de olhar nunca. Já disse, né? 







Depois de Maragogi, Olinda.

No caminho para Olinda, pegamos um motorista de Uber maravilhoso, que foi fazer um tour pelo caminho, mostrando e explicando tudo! 

Ficamos hospedados no Hotel 7 Colinas. Uma delícia. Muito jardim, muita escultura, muita cultura. Atendimento muito gentil, quarto confortável (ar condicionado silencioso é amor, gente), café da manhã gostoso que só com micos e pássaros, uma piscina climatizada delícia. Um oásis no meio daquele calorão e ladeirão que nos rodeava em Olinda. Os preços das comidas e bebidas bem ok, a água no quarto custava R$ 3 e no bar R$ 4. A lata de Heineken R$ 8 e a long neck Stella R$ 9,50. Aos sábados é servida uma feijoada de cortesia para os hóspedes, com cocada de sobremesa. Tudo muito gostoso. Amei o hotel, fiquei louca pra comprar o pacote de carnaval (no ano em que tiver carnaval, rs), que é com tudo incluído e várias vantagens para os foliões hospedados ali. Amei, amei. O único porém é que achei o quarto um pouco pequeno para dois adultos e 1 criança, porque o berço acaba ocupando espaço, é mais bagagem pra acomodar. Mas, aí, eu é que tinha que ter pegado um quarto maior, né? Eu até tinha feito reserva num quarto triplo, porque já tinha passado por isso, mas a pão duragem prevaleceu e eu mudei pra a reserva pro quarto mais barato. Duas diárias ficaram em R$ 673,20 (engraçado que foi mais barato que ´apontado no Booking.com, que indicou o valor final de R$ 706,86).











Das nossas 5 refeições principais em Olinda, duas foram no hotel e as outras três foram no restaurante Oficina do Sabor por motivo de economizar energia em escolher outro lugar se ele já é suficientemente maravilhoso. Depois de 4 dias sendo alimentados com comida de resort, acho que a janta da sexta-feira 13 de novembro de 2020 foi a melhor das nossas vidas. O restaurante é famoso, o chefe é famoso e tudo faz jus à fama, comida espetacular. Cara, sim, não é barata, não, mas, olha, maravilhosa. 







A parte história da cidade é linda, mas bem mal cuidada em sua maior parte. Eu não me conformo de o Brasil não fazer dinheiro fácil com turismo. O Convento de São Francisco tem uma penca de azulejos portugueses lindos, uma penca de móveis de jacarandá, um vista incrível, uma igreja belíssima, história viva. A entrada é o desaforo de R$ 3. O local é todo largado, mal protegido, qualquer um toca e faz o que quiser com as peças. Todo mal explorado. É de dar vontade de chorar.









A mesma coisa com a Mosteiro de São Bento. Uma igreja linda, com ouro pra todo lado. Não tem ingresso de entrada, qualquer um entra, não tem um mísero folheto explicativo. Justiça seja feita um guia local que estava lá com outros turistas me deu a dica de uma foto bem legal.







Uma servidora da Secretaria de Turismo que conhecemos no hotel nos disse que os estudantes de turismo tentaram profissionalizar o turismo local, com guias bem preparados e que contassem as histórias verdadeiras (e não as lendas que os guias locais crescem ouvindo e vão transformando a história como entendem ser, tipo telefone sem fio), mas os estudantes tiveram problemas com a comunidade local, de baixa renda, que acabam tirando boa parte da renda nos passeios guiados dos turistas. Aí ficaram com medo e se afastaram. Complicado demais, complicado para o país, para o turista e para o local que precisa ganhar dinheiro para sobreviver.

No mais, Olinda é cheia de ateliês de arte, artesanatos lindos. Passear pelo centro histórico é bem gostoso.







Assim foram nossos deliciosos dias em Maragogi e Olinda. Ficamos com vontade de mais!

Beijocas.

Mamãe.


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Expectativa: Deserto do Atacama x Realidade: Pirenópolis

 Lia, 

teu santo é forte. Mamãe e papai resolveram passar uns dias no Deserto do Atacama sem você e, olha, deu tudo errado ;-)

Depois de tudo arranjado para que você passasse uns dias na casa da vovó e do vovô, depois de superar o fato de que você não ia, de nos acalmar acreditando que tudo ficaria bem por aqui, fomos pro aeroporto cheios de expectativas e sonhos a serem realizados. Porém, no balcão de embarque demos com a cara na porta! O trecho GRU-Santiago da Gol foi cancelado e a única opção que nos deram era inviável, porque chegaríamos ao destino 1 dia antes da data programada para a volta.

A mamãe, mais que o papai, ficou trans.tor.na.da. Sentou e ficou olhando pra lugar nenhum sem acreditar no azar. Nunca tínhamos passado por isso. Voo atrasar, ok, mas cancelar a ponto de impedir nossa viagem, foi a primeira vez.

Era um domingo. Rapidamente zapeamos no celular tentando achar outros voos para embarcar para um destino diferente e fazer proveito de toda a logística que já havíamos preparado para que você ficasse bem cuidada, mas não conseguimos.

Respiramos. Decidimos ir ao cinema no Pier 21. Assistimos Yesterday (assista, é massa). Depois jantamos no Outback uma comidinha gostosa com uma cerveja acolhedora. Fomos para casa dormir e pensar no que fazer.

Enquanto isso, você visitava o Platão e a bisa Nina. Tem vídeo aqui!




Acordamos e fomos correr no Parque da Cidade. Depois de 10km, resolvemos ir para Pirenópolis. Papai queria te levar. Mamãe não deixou. Precisava muito de algumas noites inteiras de sono.

E aí que os dias em Pirenópolis foram bem legais, ainda que a tristeza pelo azar de não ter ido ao Deserto do Atacama sempre aparecesse.

Ficamos duas noite no hotel Pouso, Café e Cultura. Um charme de lugar. Fizemos a reserva pelo booking no caminho para Piri, custou R$ 300 a diária com café da manhã e chá da tarde. O hotel é lindo, com jardim pra todo lado, super agradável de ver o tempo passar. Ainda tem um casarão de 1910 decorado com peças de colecionador, uma biblioteca. Lindo!







Chegamos em Piri e começou a cair a maior chuva, daquela com cara de quem não ia embora tão cedo. Um pouco de fé e paciência e a chuva não nos atrapalhou nos próximos dias e ainda permitiu que a gente curtisse os cantos gostosos da pousada. 

Não sei porque cargas d'agua, o pessoal da pousada achava que a gente só ficaria 1 diária, então não nos serviram café da tarde   no dia seguinte ao da chegada e nem arrumaram nosso quarto. Ah, e jacuzzi linda e convidativa que tem no jardim estava, sem aquele dia, com água quente.

No primeiro dia, saímos para dar uma volta no centro histórico, paramos na Santa Dica, cervejaria artesanal, e jantamos no Rosário 26. Noutro dia jantamos no Tsu-Jiro Saushi, restaurante japonês dentro da Villa do Comendador.  Uma delícia!

Fomos andando até a Cachoeira Usina Velha. Dá uns 5km do centro da cidade até lá, o ruim é que andamos uma parte do trecho no acostamento de uma BR. Fora esse detalhe, foi legal ir andando. Depois de muita respiração profunda e incentivos do papai, a mamãe venceu a água gelada e foi até a queda da cachoeira. Mas, olha, que água gelada, aff! A volta a pé foi mais sofridinha, mas rapidinho chegamos :-) No outro dia, de carro, fomos na Cachoeira do Rosário, que tem mais estrutura e é maior e mais bonita. Almoçamos por lá.







Nossa ultima noite foi no Dádiva Hotel Boutique. Um luxo! Foi pra dar aquele afago no coração ainda doído pelo cancelamento da viagem ao Atacama, sabe. Diária de R$ 550 com café da manhã e café da tarde. Um quê de realeza. Um piano de cauda na decoração. 

Escolhi a dedo nosso quarto e vejam só, tinha go.tei.ra. Entramos no quarto, nos encantamos e aí começou a chover fora e dentro do quarto. Azar. Além disso, quando estávamos chegando no hotel, fomos atropelados por um motoqueiro. Que susto! Aquele barulhão e a boto e o rapaz voando no chão. Ele estava errado, insistiu que estava bem e foi embora. Bom, se tem azar, tem sorte, né? Nos colocaram num hotel de categoria superior, com vista. Mas, olha, o anterior era muito mais bonito. E a água da banheira não aquecia, a hidromassagem não funcionava. E amanhecemos sem água no quarto. Então, assim, achei que foi muito dinheiro investido pra ter esses perrengues, né?

Apesar dos contratempos, o hotel Dádiva tem uma piscina deliciosa, com vista maravilhosa, e o bom de lá é que você não quer mesmo sair do hotel. É chique, daqueles que servem espumante no café da manhã.

O banheiro do quarto escolhido a dedo e que tinha goteira.






Voltamos para Brasília um dia antes do previsto e, verdade seja dita, você nem nos deu muita bola quando chegamos na casa da vovó. Passou bem e se divertiu muito! Acho que foi bom pra nós duas :-) Ah, e atropelamos um cobra na estrada. Todo dia um porém. Credo.





Fim de férias, início dos problemas. Resolver as pendências com a Gol (por causa do cancelamento do voo, perdemos as diárias do hotel "caro demais" de São Pedro do Atacama, além de ter q batalhar muuuito pelo estorno das milhas) foi super estressante. Horas e horas em chats e ligações para receber informações conflitantes e sem a menor lógica. O jeito foi ajuizar ação judicial. Deu certo. Um ano depois, recebemos de volta tudo o que nos era devido, inclusive indenização por danos morais. 

Se eu já superei o trauma? Claro! Só choro quando lembro :-)

Beijocas. Mamãe.