sexta-feira, 1 de abril de 2011

Anna Bistrô - Mendoza, Argentina.

Pessoas,

o Anna Bistrô é grande demais pro 'bistrô', mas totalmente adequado, de tão fofo. Ganhou duas visitas, merecidamente. Pelo site, dá pra ter uma idéia da beleza do local. E apaixonei por esses quadros:


Na primeira, chegamos por voltas das 18 e eles ainda não estavam servindo a janta. Ficamos então nas entradas e quitutes. Tudo extremamente bom, com ingredientes de qualidade! Na ordem: empanadas caprese (23 pesos), croston toscano (29 pesos), cheesecake, melhor que o da CheeseCake Factory, juro (23 pesos), e vinho alta vista premium (72 pesos). Comemos também uma porção de empanada de entrañas, sem foto: recheada com algo parecido com carne de panela desfiada ou moída. Deliciosa!





Na segunda visita, fomos almoçar. Na ordem: ceviche de salmão (25 pesos), T-Bone (60 pesos), Ojo Anna (68 pesos), vinho carmello patit caser, fantástico (116 pesos) e café gourmet (30 pesos). Sem defeitos a registar. 






O atendimento, talvez, pudesse ser um pouco mais atencioso. Na verdade, mais rápido. Porém, com o charme daquele lugar, é perdoável que os garçons viagem na maionese, ou mesmo queria deixar o casal sós depois que o vinho já foi servido.

Obrigatório.

Beijocas. Vanessa

Azafrán - Mendoza

Pessoas,


foi no Azafrán onde finalmente começamos a temporada de vinhos. Por indicação da Dani, tomamos um Kaiken Ultra (95 pesos), que é ótimo, mesmo. A adega do Azafrán é muito bacana, e o mais legal ainda é escolher o vinhos indo diretamente à adega, e não pela carta. Havia uma lógica na organização, tanto pelos cortes quanto pelas faixas de preço. Além disso, havia um funcionário de prontidão para ajudar na escolha.


Mas, antes de chegar nessa parte, o Azafrán encanta decoração do tipo cozinha de casa da vó, mas, claro, muito bem pensada e feita para impressionar. Lá é outro lugar que eu moraria facilmente. 


Além de tudo, tem vários temperos e quitutes gourmet para vender, expostas numa prateleira deliciosa.

No começo, ficamos só com o couvert com pães deliciosos e quentinhos, e uma sopa fria de melão com manjericão. Refrescante e pertinente.


A seguir, eu pedi o prato do dia, que era um duo de peixes (salmão e robalo) com legumes grelhados e molho pesto. Perfeição comestível por 84 pesos.


O Vinicius pediu o atun rojo sellado, 82 pesos: perfeição comestível e o prato mais lindo que já vimos na vida.


De sobremesa, que acabo de perceber que não foi cobrada (porque faço o post com a notinha do lado, ou vocês acham que lembro todos os nomes e preços?), era um tiramissu de café. O começo estava bem bom, no fim algo desagradava, acho que era pó de café molhado...amargo demais! Mas a idéia é muito boa, do sabor ir mudando conforme você vai colherando (neologismo criado por mim).


E assim foi. Perfeito. Não voltamos por pura falta de dias vagos.

Nesse finalzinho, uma foto feita pelo Vinicius lá no Azafrán com um app de fotos do Android que achamos incrível. Não se vai dar pra ver direito por causa do tamanho da foto, mas esse reflexo na taça em xadrez é o chão do Azafrán :)


Beijocas. Vanessa

La Bourgogne - Mendoza

Pessoas,

fomos ao super recomendado La Bourgogne, na bodega Vistalba, na região de Luján de Cuyo.




Que bela bodega! Simples, mas de extremo bom gosto. Antes do almoço, fomos levados a uma curta, mas eficiente, visita pela vinícola (não programada e não paga. Aviso porque quando fiz a reserva do restaurante, eles me ofereceram uma visita com degustação por 25 pesos, que não quisemos), na qual você se encanta pelo lugar e inveja Carlos Pulenta, o dono, que além de uma bodega exclusiva com raridades, mora lá numa casinha em meio aos vinhedos. Se tiver a sensatez de ter um gato e a sorte de ter um amor, não precisa morrer pra ir pro céu.




O almoço foi agradabilíssimo. Atendimento impecável, decoração leve, mas elegante e a vista da sacada de tirar o fôlego. É do tipo "pacote", com entrada, prato principal e sobremesa, todos acompanhados por vinhos, por 70 doletas, ou 50 doletas sem os vinhos, já incluídos café e água.


De couvert, pães simples, de nozes ou azeitonas. Quentinhos, macios e se as nozes não estivessem inteiras, dificultando a mordida, estariam perfeitos. Para acompanhar, um patê delicioso que achávamos ser de salmão, depois descobrimos ser de centollas e o azeite Viltasba C, forte e amargo, produzido pela vinícola.






Em seguida, serviram uma sopa fria num copinho de pinga, de abóbora, cenoura e alguma outra coisa que não registrei. Não estava deliciosa, nem ruim. Era charmosa, boa de olhar.




De entrada, escolhi o prato de queijos e o Vinicius presunto parma com alcachofra. Apesar de queijos comuns, tipo parmesão, brie, gouda, eram frescos, fartos e num cenário lindo! Essa geléia de morango era dos deuses e formou um par perfeito com o brie. 



O Vinicius optou por alcachofra com presunto parma, que era praticamente um bife, na consistência e riqueza de sabor.



Meu prato principal foi truta com batatas. Com pesar, admito: não estava bom. O tempero, se é que havia algum, era tão discreto que nem senti. Pior ainda foi ficar olhando pra bela carne que o Vinicius escolheu (perfeita) acompanhada de purê de batatas.





Na sobremesa, pedi torta de pêra, que arrasou na decoração e sabor. O Vinicius foi de torta de pistache com creme de baunilha e frutas vermelhas, também bastante gostosa. 



Não anotamos os vinhos de cada prato, pra evitar a fadiga mesmo.

Recomendadíssimo!!! No site do restô tem fotos lindas do local.

Deixamos nosso registro no caderno de visitas. Foto postada pra vocês verem a caricatura da Bolacha (e, quanto a tal "resenha" no "blog gastronômico" que o Vinicius escreveu, eu ainda não sei onde e em qual blog ele acha que terá isso :))


Beijocas. Vanessa.

1884 - Mendoza

Pessoas,

o 1884 foi o primeiro resturante aberto dentro de uma bodega, a Escorihuela, a bodega mais perto do centro de Mendoza, que não conhecemos. É também o único restô da América do Sul presente no Guia Michelin. Então vamos, né?

O que mais me impressionou foram os preços do cardápio. De tão baixos. Os pratos variavam entre 60 e 112 pesos, com exceção de uma costela para duas pessoas que custava 255 pesos, mas era de um tamanho inacreditável. Porra, o restô é estrelado pelo guia Michelin, e o prato mais caro custa 60 reais. Tem noção? Faz idéia? Pechincha, pechincha, pechincha!!!!! Curiem o cardápio:





Onde a gente levou prejuízo foi no vinho. Pagamos 123 pesos por um Norton Malbec que custava 40 pesos na Winery. No Brasil, vasculhando a internet, achei por 32 reais. A única felicidade nessa história é que não nos enganamos pelo preço do restaurante: no primeiro gole, percebemos que não era um vinho daqueles de qualidade que a gente vinha bebendo.

Achamos interessante o serviço de água: custa 10 pesos e você bebe água a vontade. A vantagem é a água estar sempre fresca, porque as garrafas vão rodando.

O local é incrível, belíssimo. Cozinha a mostra, e churrasqueira e forno também a mostra num terraço super simpático.


Entradinha com pães, pasta de grão de bico e azeite do tipo amargo!




De entrada, um queijo de cabra queimado com berinjela e cebolas (52 pesos) e salada de lula (49 pesos).




Pratos principais, cordeiro com risoto verde (110 pesos) e chorizo com chimichurry e batatas (107 pesos). As batas do meu chorizo não eram muito boas :( Secas demais. O risoto verde estava ótimo, e as carnes espetaculares!




De sobremesa, chocolate para fanáticos (33 pesos).


Não sei porque razão achamos que o restô era longe, mas não é. Dá pra ir de táxi na boa.

Obrigatório.

Beijocas. Vanessa

quarta-feira, 30 de março de 2011

Aniversário da Bolacha - 5 anos.

Pessoas,

hoje a Bolacha completa 5 anos! Uma vitória, já que, na primeira visita dela ao veterinário, aos 6 meses de idade e peso de gato de 3 meses, a vet disse que ela não vingava, de tão detonada que estava. Por quanto tempo? Não tive coragem de perguntar.

Naquele dia, e durante vários meses seguintes, eram fungos, pulgas, diarréias, febre, inflamações, catarros, coceiras, conjuntivites, pólipos gengivais e feridas. Com exceção das pulgas, pólipos e feridas, tudo se repetia com certa freqüência. Ela tinha uma caixa grande de remédio só dela.

Depois vieram um câncer (tumor vacinal, raro, mas é que ela é especial), e uma inflamação no intestino. O câncer se foi e ela não pode mais tomar injeção (é que o tumor se forma como reação à picada da agulha. Pode?). A inflamação no intestino será tratada pra sempre (foram inúmeras idas ao vet e quase 1 ano para acertar o tratamento).

Em meio a tudo isso, ela é calma, graciosa e educada. Também possessiva, ciumenta e dona de tudo. Dorminhoca e não come tanto. Discreta, carinhosa, segura e super independente! Adora brincar, mas só na hora que ela escolher. Adora ser jogada pra cima e se esconder. Gosta de carne crua e ração. Ama uma caixa (daquelas de leite, sabe?) vazia pelo chão e bolinhas de papel saltitantes. Não gosta de portas fechadas: vai logo curiar porque o espaço dela, que é o apartamento todo, foi reduzido. Ronca. Tem medo do aspirador de pó e do barulho do desodorante do pai. Tinha de trovão, mas não tem mais. Se esconde quando ouve o barulho da caixa de transporte. Sobe na cama e mia quando a gente demora mais que o normal pra levantar. É sempre elogiada pelo pessoal do pet após o banho mensal (quietinha = medo).

Escolhi o nome ela antes de conhecê-la. Só sabia que era persa e achava que era branca ( a doadora disse que era uma persa branca super saudável). Incrível, né? Coisa de mãe :) O que nessa vida parece mais uma bolacha?












Fotos: Rafael Jougle ( http://www.zoltardesign.com.br/  http://www.flickr.com/photos/rafael_lobo )

E um belo vídeo dela caçando borboletas:


A comemoração desse ano será em grande estilo. Relato aqui :)

Beijocas. Vanessa