sábado, 4 de dezembro de 2010

Orgulho dos meus

Pessoas,

em busca do DVD do Marcelo Campelo (hahaahhaha)  estive hoje na Livraria Cultura do Iguatemi. Ao perguntar pelo produto, a vendedora responde: "temos, sim! e também tem o DVD novo do Móveis". Assustada com minha cara de espanto, ela emendou: "é que quem gosta do Camelo, geralmente gosta de Móveis também".

Ah....disso eu sabia!!!! O que eu não sabia (e que me deixou feliz e orgulhosa) era que o Móveis lançou um DVD. E meu espanto foi por ter ouvido um outro alguém dizer simplesmente Móveis...assim, bem íntimo, tipo pelo apelido sobre alguém famoso. 

Eu adoro a banda! Há muito tempo. Desde do tempo que eles não eram tão conhecidos e sempre que me referia a eles como Móveis (tipo "vou no show do Móveis", com intimidade tal qual a da vendedora) em seqüência vinha um parágrafo de explicações.

- vai fazer o que hoje?
- vou no show do Móveis.
- show de quem?
- do Móveis.
- que Móveis?
- Móveis Coloniais de Acaju.
- de Aracaju?
- Não, de ACAJU. E são de Brasília.
- hmmmmm...tocam que tipo de música?
- todos os tipos numa só.
- e é bom?
- do caralho. Você devia ir também.
(alguns foram)

Daí o tempo vai passando, eles vão ganhando o mundo, aparecem ali, a cá, as explicações vão se tornando desnecessárias e não mais que de repente tudo se inverte. Onde eu andava que não sabia do DVD?

Fico orgulhosa porque sou fã a fã sempre se sente parte do crescimento. Porque são de Brasília. Porque tem um Ofugi na parada. Porque já fui em shows com quase ninguém, e/ou em shows sem muita pompa onde um dos integrantes era o cara da bilheteria e percebo que o sucesso tá sendo merecidamente alcançado. Porque Copacabana é uma das mais belas declarações de amor e todo mundo devia conhecer.



Obviamente comprei o DVD e se eu fosse você comprava também. Os caras são in.crí.veis no palco e a música é, no mínimo, interessante.

Beijocas. Vanessa

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Comer, Rezar e Amar

Pessoas,

bem atrasada, assisti Comer, Rezar e Amar. Ainda bem que o filme tem uma bela fotografia e  cenas deliciosas (literalmente) na Itália e maravilhosas em Bali. Porque a graça acaba aí.

O filme é arrastado, chatinho, sem graça e sem porquê. Muito drama por pouca coisa. 

Se a Liz tivesse lido 1 ou 2 livros do Roberto Shinyashiki*, teria resolvido todos os seus grandes problemas de forma rápida e eficiente.

Beijocas. Vanessa


*Update: sobre isso, outra opção para a Liz seria ouvir Gramofocas ou Jupter Maçã. Não há tristeza que resista a esses caras. 

domingo, 28 de novembro de 2010

Parada Obrigatória / Tri-Legal / Viva Verde

Pessoas,

há tempos tô em dívida com os quiosques de comida rápida, gostosa e barata das redondezas aqui de casa. Esse lugares são o feijão com arroz do dia-a-dia, sabe? Quando você quer algo prático, baixo custo e perto de casa. 

O Parada Obrigatória fica localizado entre as Octogonais 7 e 8. É basicamente freqüentado pela vizinhança e é comum perceber rostos comuns por lá. De quando em vez tá lotado e até estacionamento é difícil de achar. Muitos vizinhos se reúnem pra uma cerveja por lá. Aliás, até hoje não sei porque a reunião de condomínio é feita no salão de festas do prédio. Se fosse no Para Obrigatória, as reuniões ganhariam 2 novos adeptos.

Antigamente, servia apenas espetinho com acompanhamentos, mas o negócio evoluiu e agora servem também sanduíches, massas montadas, caldos, petiscos e etc. Porém, o carro chefe, sem sombra de dúvidas, é o tradicional espetinho com acompanhamentos, que varia de dependendo do dia. Acho que terças e quintas é baião de dois, farofa, mandioca e vinagrete, e segundas, quartas e sextas arroz branco, feijão tropeiro, mandioca e vinagrete. Acho que é assim. Tudo é bom, mas a farofa é divina!

Quanto às carnes, tem picanha, frango, alcatra. Pode ser espeto de queijo coalho também.

O preço é separado: os espetos custam entre R$ 3 a 5 reais, e o acompanhamento R$ 3,00. A carne é fresca e de qualidade: raramente vem gordura no espeto de alcatra. Como quase sempre vamos a noite, pedimos 2 espetinhos e dividimos um acompanhamento.


Já fomos milhares de vezes e apenas por uma ou duas vezes a comida deixou a desejar. Vale a pena apostar! Perto dele, também tem banca de revista, e outros quiosques de churrasquinho e sanduíche, que já fomos poucas vezes mas não são tão bons. 

Funciona à noite, acho que a partir das 18h, menos aos domingos. Recentemente estão abrindo pra almoço, do tipo serve-serve: o quilo é muito barato, e é proporcional às opções. Não recomendo. Costumam fechar uns 20 dias no mês de janeiro.

Não aceita cartão. Agora aceita, e também tem tele-entrega. O telefone é 3234-6369.

Já o Quiosque do Gaúcho Tri-Legal é um quiosque localizado ao lado do comércio entre as quadra da Octogonal 7 e 6. Fica embaixo de uma árvore, meio atrás/de lado da banca de revistas. 


Descobrimos o Tri-Legal há alguns meses e não fomos tanto quanto o Parada Obrigatória. Eles também servem espetos com acompanhamentos e pratos executivos com carne na chapa, petiscos e caldos. 

Aqui o preço é um pouco maior, mas a comida também é um pouco melhor. Por um prato executivo, paga-se algo entre R$ 10,00 e R$ 13,00, dependendo de é com carne de sol, picanha ou alguma outra que não lembro.

Na foto abaixo, a porção da carne é pra duas pessoas, e o prato montado com a salada é o executivo de uma pessoa. 


No Tri-Legal as carnes são excelentes e bem preparadas. Essa picanha estava macia e deliciosa!

Não aceita cartão.

O Viva Verde é bem novo e só fomos lá uma vez, e a primeira impressão foi boa: bom atendimento, comida gostosa, não é caro e aceita cartão! Fica na rua de trás do Terraço, bem na ponta da esquina da rua que separa a Octogonal e o Cruzeiro, bem  atrás da Octogonal 8.

É um lugarzinho de madeira, com detalhes verdes, transadinho e estilo saudável. Serve saladas, sucos, sanduíches e é afins, tipo açaí..

Quando fomos, comi uma salada com salmão por R$ 12,00. Quando pedi, pelo preço achei que viria salmão defumado desfiado. Mas não: veio um belo pedaço de filé de salmão.


O Vinicius pediu um sanduíche (que veio errado), então nem sei qual veio e qual ele pediu. Custou por volta de R$ 14,00. Estava gostoso e é digno de partilhar, né?


Pretendo voltar outras vezes.

Beijocas. Vanessa

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Carta ao Excelentíssimo Senhor Governador do Rio de Janeiro

Exmo. Sr. Sérgio Cabral,

quando eu era criança e estudava sobre a guerra, tudo era muito abstrato. Eu nunca tinha vivido uma guerra e nem mesmo assistido alguma na televisão. Mais crescidinha e assistindo ao notíciário, provei o sentimento de angústia e desespero ao me deparar com as cenas da guerra do Iraque e ataques terroristas.

E sabe aquela sensação terrível de piedade pelas pessoas de bem que sentimos quando ouvimos ou lemos sobre o oriente médio? E aquela sensação de esperar jamais ter que ir lá, por qualquer razão? A sensação de que é chegada a hora da guerra séria e milhares de inocentes morrerão, porque como está não dá pra continuar? É isso que sinto em relação ao Rio de Janeiro.

Eu sei que a culpa não é sua. A culpa é nossa. Porque a gente é tolerante com policiais corruptos, a gente compra droga ilegal, a gente adquire milhares de cds e dvds piratas. A gente vende nosso voto, a gente acha bom não precisar votar porque vai viajar. A gente tenta dar um jeitinho pra se dar bem. A sociedade toda é culpada para o caos instalado no Rio de Janeiro.

Mas, o que não podemos admitir, de jeito maneira, é que Vossa Excelência venha nos pedir calma. Se Vossa Excelência está calmo, com todo respeito, devo lhe dizer que Vossa Excelência não está entendendo. Eu estou em Brasília e não estou calma. 

Vanessa

"Lá tem Jesus
E está de costas..."
(Subúrbio, Chico Buarque)

sábado, 20 de novembro de 2010

Agrippina Bistrô - 102 norte, Brasília/DF

Pessoas,

então fomos ver de perto do Agrippina Bistrô, estabelecimento novo na capital e promete cardápio com mais de 100 tipos de cerveja.


Chegamos por volta das 21h e foi super tranqüilo estacionar (\o/) e conseguir uma bela mesinha com cadeiras e bancos de madeira que acomodassem as 6 pessoas.

A primeira impressão é ótima: lugar transadinho, com todas as mesas na área externa, em ambiente bem cuidado com grama verdinha. Já o serviço precisa ser melhorado.

Fomos atendido pela Laura, garçonete esforçada e conhecedora de cervejas que se virava nos 30 pra dar conta de todas as mesas (logo depois não havia mais mesa vazia)! Em determinado momento, fiquei levantando o braço várias vezes esperando que a Laura visse e pudesse vir, e percebi que um cara do tipo gerente/dono (aquele sem avental que volta e meia anda entre as mesas) já tinha visto meu gesto e só depois de quase ter fadiga muscular no braço o cara se aproximou e perguntou sobre o atendimento. Falamos que estava demorando muito (pra se ter uma idéia, pedimos uma tábua de frios e demorou pelo menos 40 minutos!!! ) e eu fiz o pedido pra ele.

Quanto ao cardápio de comida, tem muita coisa que parece ser bem legal, tendo a cerveja como ingrediente. Na divulgação, li sobre harmonização de pratos com cerveja, mas no cardápio não há referência a isso. Não sei do tamanho das porções e me lembro de preços entre R$ 30,00 e R$ 45,00, mas não confiem muito nessa informação porque eu prestei muito mais atenção ao cardápio de cervejas. 

Particularmente, não me agrada muito comer acompanhado de cerveja. Cerveja pesa, e  juntando com um prato de comida, acho que seria capaz de dormir uma vida inteira. Eles deveriam ter mais e melhores petiscos.

Os petiscos foram tristes: pedimos uma batata com bacon e que horror! O único consenso foi que a batata era do tipo congelada. Mas não chegamos a um acordo se ela foi colocada em óleo frio e descongelada lentamente ali, ou se ela foi assada horas antes. Chegou quase fria, completamente sem sal, o bacon era uma farinha que não parava sobre a batata. Eu acho que ela foi assada horas antes, porque não estava oleosa. Mas era murcha, insossa e sem cor. Depois desse, tentamos a tábua de frios, demorou séculos e chegou sem alardes, com molhos sem graça e torrada idem.

Vamos às cervejas! A minha primeira pergunta para a Laura quando ela trouxe o cardápio das cervas foi se tinha todas as opções. Não tinham 26 rótulos, que considerei normal para a extensa lista. Mas grave foi não ter Bohemia Weiss (R$ 9,80), que até o Pão de Açúcar e Wal Mart têm, e nenhuma das Eisenbaln.

O preço das cervejas nacionais são ok. As Colorados grandes por R$ 19,90, as pequenas por volta de R$ 13,00. A Backer Medieval (deliciosa e com garrafinha linda!) por uns R$ 16,00. Porém, a Lust custa R$ 180,00, o que considero muito caro! No Bar Godofredo, ela sai por R$ R$ 70,00 (valores verificados na revista Veja Brasília 2010/2011. Mesmo que esteja desatualizado, a diferença ainda é gritante) ou R$ 36,00 a garrafa pequena no Mittelalter.

As alemãs de trigo, por volta de R$ 18,00. A Guinees sai por R$ 18,90.

Já as belgas são de arrancar o couro! A DeuS está no cardápio por absurdos R$ 420,00!!!! As trapistas pequenas ficam em torno de R$ 40,00. 

Tem La Trappe, por quase R$ 70,00, mas não sei o tamanho da garrafa, ou talvez soubesse esqueci. Tem que ir pra ver, ainda tem mais cervejas de um monte de nacionalidades.

No final, pedimos de sobremesa sorvete de Guinness, desenvolvido pela Gula Gelada: textura incrível, sabor de Guiness :) Tem que gostar de Guinnes para apreciar, mas não pediria de novo.

Pelas cervejas a visita vale a pena. Mesmo com as falhas estruturais (completamente contornáveis), a casa fica numa quadra excelente, é agradável e uma boa oportunidade para amantes de cerveja. Fiquei bastante curiosa pelos pratos.

Beijocas. Vanessa