Pessoas,
então fomos ver de perto do Agrippina Bistrô, estabelecimento novo na capital e promete cardápio com mais de 100 tipos de cerveja.
Chegamos por volta das 21h e foi super tranqüilo estacionar (\o/) e conseguir uma bela mesinha com cadeiras e bancos de madeira que acomodassem as 6 pessoas.
A primeira impressão é ótima: lugar transadinho, com todas as mesas na área externa, em ambiente bem cuidado com grama verdinha. Já o serviço precisa ser melhorado.
Fomos atendido pela Laura, garçonete esforçada e conhecedora de cervejas que se virava nos 30 pra dar conta de todas as mesas (logo depois não havia mais mesa vazia)! Em determinado momento, fiquei levantando o braço várias vezes esperando que a Laura visse e pudesse vir, e percebi que um cara do tipo gerente/dono (aquele sem avental que volta e meia anda entre as mesas) já tinha visto meu gesto e só depois de quase ter fadiga muscular no braço o cara se aproximou e perguntou sobre o atendimento. Falamos que estava demorando muito (pra se ter uma idéia, pedimos uma tábua de frios e demorou pelo menos 40 minutos!!! ) e eu fiz o pedido pra ele.
Quanto ao cardápio de comida, tem muita coisa que parece ser bem legal, tendo a cerveja como ingrediente. Na divulgação, li sobre harmonização de pratos com cerveja, mas no cardápio não há referência a isso. Não sei do tamanho das porções e me lembro de preços entre R$ 30,00 e R$ 45,00, mas não confiem muito nessa informação porque eu prestei muito mais atenção ao cardápio de cervejas.
Particularmente, não me agrada muito comer acompanhado de cerveja. Cerveja pesa, e juntando com um prato de comida, acho que seria capaz de dormir uma vida inteira. Eles deveriam ter mais e melhores petiscos.
Os petiscos foram tristes: pedimos uma batata com bacon e que horror! O único consenso foi que a batata era do tipo congelada. Mas não chegamos a um acordo se ela foi colocada em óleo frio e descongelada lentamente ali, ou se ela foi assada horas antes. Chegou quase fria, completamente sem sal, o bacon era uma farinha que não parava sobre a batata. Eu acho que ela foi assada horas antes, porque não estava oleosa. Mas era murcha, insossa e sem cor. Depois desse, tentamos a tábua de frios, demorou séculos e chegou sem alardes, com molhos sem graça e torrada idem.
Vamos às cervejas! A minha primeira pergunta para a Laura quando ela trouxe o cardápio das cervas foi se tinha todas as opções. Não tinham 26 rótulos, que considerei normal para a extensa lista. Mas grave foi não ter Bohemia Weiss (R$ 9,80), que até o Pão de Açúcar e Wal Mart têm, e nenhuma das Eisenbaln.
O preço das cervejas nacionais são ok. As Colorados grandes por R$ 19,90, as pequenas por volta de R$ 13,00. A Backer Medieval (deliciosa e com garrafinha linda!) por uns R$ 16,00. Porém, a Lust custa R$ 180,00, o que considero muito caro! No Bar Godofredo, ela sai por R$ R$ 70,00 (valores verificados na revista Veja Brasília 2010/2011. Mesmo que esteja desatualizado, a diferença ainda é gritante) ou R$ 36,00 a garrafa pequena no Mittelalter.
As alemãs de trigo, por volta de R$ 18,00. A Guinees sai por R$ 18,90.
Já as belgas são de arrancar o couro! A DeuS está no cardápio por absurdos R$ 420,00!!!! As trapistas pequenas ficam em torno de R$ 40,00.
Tem La Trappe, por quase R$ 70,00, mas não sei o tamanho da garrafa, ou talvez soubesse esqueci. Tem que ir pra ver, ainda tem mais cervejas de um monte de nacionalidades.
No final, pedimos de sobremesa sorvete de Guinness, desenvolvido pela Gula Gelada: textura incrível, sabor de Guiness :) Tem que gostar de Guinnes para apreciar, mas não pediria de novo.
Pelas cervejas a visita vale a pena. Mesmo com as falhas estruturais (completamente contornáveis), a casa fica numa quadra excelente, é agradável e uma boa oportunidade para amantes de cerveja. Fiquei bastante curiosa pelos pratos.
Beijocas. Vanessa








